
Carvalhal entrou no SCP num dos períodos mais difíceis, senão o mais difícil da história do clube, não só pelos resultados negativos, não só pela qualidade (ou falta dela) do plantel, mas sim porque os adeptos estavam (pelo menos na altura) completamente divididos e em guerra aberta.
No curto espaço de tempo entre a saída do PB e a entrada de Carvalhal, JEB foi criticado de 3 coisas diferentes:
1. De ter mantido PB tempo demasiado
2. De não ter conseguido contratar André Villas Boas (na época pelos comentários e pelas petições e pelo barulho que se fez após as negociações não terem sido concluídas com sucesso parecia que estávamos perante o verdadeiro Mourinho e não pelo “novo Mourinho”
3. De ter contratado Carvalhal, um treinador sem currículo e sem perfil para o Sporting, e que no seu ultimo clube tinha apenas uma vitoria em mais de vinte jogos.
Por isto e por mais algumas coisas, o trabalho de Carvalhal adivinhava-se bastante complicado, teve um inicio mediano no campeonato e na liga Europa (a derrota com o Leiria em casa foi talvez o pior resultado nesta 1º fase).
Após este mesmo resultado, realizamos uma série de 7 vitórias consecutivas em 3 competições diferentes (Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga), havia vitórias, houve dinheiro, houve reforços e também acreditamos de novo que era possível a época não ser um desastre como se temia. Neste período as criticas que se ouviam e liam eram muito sobre o 1º ponto que apontei.
Veio Fevereiro, com os reforços, com 3 meses de trabalho, com 8 jornadas para o campeonato nacional, 3 jornadas para a Taça da Liga, 2 jornadas da Liga Europa e 2 eliminatórias da Taça de Portugal, ou seja tempo que considero suficiente para um treinador colocar a equipa a um nível aceitável, tivemos o pior período da era Carvalhal e um dos piores da nossa história, em que a derrota em casa com a Académica para o Campeonato, as derrotas frente Benfica e Porto para a Taça da Liga e Portugal respectivamente mas principalmente como a equipa se apresentou neste período marcaram a época e acabaram (a meu ver) com as aspirações de Carvalhal em permanecer no SCP. Aqui as criticas que se ouviam e liam eram pelo 2º e 3º pontos e não satisfeitos já pretendiam a marcação de uma AG para a realização de eleições antecipadas.
Como num acto de magia e de um momento para o outro, passámos do 8 para o 80, e desde o jogo frente ao Everton em Casa, realizamos exibições muito boas, de um nível bastante elevado, com um ritmo de jogo impressionante com vitórias categóricas (4 vitórias e o empate em Madrid), deram uma alegria aos sócios e adeptos que há muito não se via por Alvalade, e mérito tem que ser dado a Carvalhal por ter conseguido isso. E nesta fase volta a 1º critica à baila.
Durante todo este período houve situações que enfraqueceram a posição de Carvalhal, o caso Sá Pinto vs Liedson, a ida de JEB para o Brasil e as declarações de JEB sobre PB (mesmo que fora do contexto pretendido), não deixaram de ser situações que prejudicaram o treinador e nestes casos ele em nada pode ser responsabilizado.
Uma das críticas que se fez a esta época é que foi mal planeada/programada, em cima do joelho devido às eleições. Sabendo disso, sabendo de como os sportinguistas se sentiram e principalmente sabendo que com a continuação de uma politica em que o investimento no futebol era curto (menos de metade do dos adversários directos) os resultados dificilmente seriam o que todos nós ambicionamos, a direcção trabalhou para dotar o clube de uma capacidade de investimento que não tem há anos com o objectivo de formar um plantel que faça acreditar de novo os sportinguistas.
Resumindo, a era Carvalhal (até ao momento) tem sido muito irregular, com altos (muito altos) e baixos (muito baixos). Espero e desejo que esta nova dinâmica de vitórias se mantenha até ao final de época, era bom para todos, para Carvalhal, para os jogadores, para o SCP e para nós que sofremos com isto tudo.
A próxima época já está a ser preparada se é com Carvalhal ou com outro… Tenho um palpite…
Saudações Leoninas


